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Privacidade de Dados

Qual tecnologia escolher para sua rede celular privativa

01/04/2026 por News Team

A adoção de redes celulares privativas é uma das tendências do setor produtivo para 2026 e que seguirá nos próximos anos. O crescimento na adoção da tecnologia é motivado pela maturidade do mercado, que tem acompanhado nos últimos anos casos de uso bem-sucedidos no exterior e no país, além do sucesso de provas de conceito e aumento na oferta de equipamentos IoT (Internet das Coisas) e M2M (Machine to Machine).

Segundo o estudo “2025 Industrial digitalization report”, da consultoria Global Data, o mercado global de redes celulares privativas era estimado em US$ 4 bilhões em 2024 e o setor deverá ter um crescimento anual médio de 25% até alcançar US$ 8 bilhões em 2027.

Ainda de acordo com o estudo as redes privativas possibilitam melhorar a colaboração entre os colaboradores, reduzir as emissões, aumentar a produtividade, reduzir os custos operacionais e aumentar a segurança dos funcionários. Para 87% das empresas entrevistadas pela consultoria o retorno de investimento aconteceu em até 12 meses.

As empresas brasileiras também seguem esta tendência mundial. Segundo o Mapa de Redes Celulares Privativas no Brasil | 2025 existem no país 477 redes privativas, crescimento de 19% em comprarão com o ano anterior.

A implantação das redes celulares privativas é liderada no país por setores como agronegócios, mineração e óleo e gás. Mas, uma rede privativa gera benefícios a todos os setores produtivos, principalmente, à manufatura onde a conectividade possibilita a adoção de tecnologias da Indústria 4.0.

Uma infraestrutura para cada perfil

As empresas brasileiras podem adotar diferentes tipos de infraestrutura para montar uma rede privativa. Os setores com atividades de missão crítica devem optar pelo modelo on-premise, onde os equipamentos são instalados nas dependências da empresa.

A adoção deste tipo de rede é liderada no Brasil por empresas de mineração, óleo e gás e logística. São ambientes de missão crítica, que demandam alta disponibilidade de tráfego de informações (throughput), baixa latência e usam AGVs (Automated Guided Vehicles) ou robôs móveis autônomos para transportar materiais em uma instalação industrial ou de armazenamento. Estes equipamentos possuem sensores e softwares de navegação para detectar obstáculos e trafegar de forma autônoma, o que não pode falhar devido aos riscos de paralisar a produção ou, no pior cenário, causar um acidente.

Nestes casos, o gestor ainda precisa definir se usará a conexão 4G/LTE, que permite uma área de cobertura maior ou 5G, que oferece maior tráfego de informações (throughput), menos atraso na comunicação (latência), mas área de cobertura menor, o que demanda a instalação de mais antenas.

Quando a rede for usada para a monitoria e coleta de dados, sem atividades de missão crítica, é possível optar por uma infraestrutura de rede celular pública com limitação de tráfego de dados para a empresa contratante. As redes públicas podem ser adotadas pelo agronegócio onde, na maioria dos casos, a tecnologia é usada para a transmissão de informações de telemetria de máquinas como tratores e equipamentos como pulverizadores ou pivôs de irrigação.

Mesmo quando há a necessidade de algum gerenciamento são feitas ações simples e a indisponibilidade ou o volume de tráfego não causa impactos na produção, pois as informações não precisam ser transmitidas de forma imediata e podem ser armazenadas no próprio equipamento e serem transmitidas quando a conexão estiver disponível.

Há ainda casos em que é possível combinar estruturas on-premise e pública, as chamadas redes mistas. As redes mistas podem ser usadas por empresas que tenham atividades de missão crítica e não-críticas ou mesmo em cidades inteligentes. Nestes casos se o objetivo é monitorar uma informação de tempo pode ser usada a rede pública. Já o controle de tráfego de veículos, que é uma atividade de missão crítica precisa ser controlado por uma rede dedicada.

Sazonalidade e oferta de equipamentos

Um fator que também deve ser avaliado quando são usadas redes públicas é a sazonalidade e o impacto que o fluxo populacional causa no desempenho da rede. Uma rede pública pode ter um bom desempenho durante a maior parte do ano em uma cidade como Santos, mas no verão a grande quantidade de turistas pode impactar o tráfego de dados e as atividades gerenciadas na rede pública. Esse é um cuidado que também deve ser observado por gestores de fazendas que realizam o turismo rural.

Antes de iniciar o processo para a instalação de uma rede on-premise também é necessário avaliar a oferta de dispositivos IoT. O ecossistema de dispositivos de 4G/LTE é mais robusto, mas os fabricantes de chipsets estão investindo no desenvolvimento de dispositivos 5G e essa oferta tende a crescer nos próximos anos, o que também barateia os equipamentos mais antigos.

Muitas empresas optam por montar uma rede privativa por conta própria ou contratam parceiros com formas de trabalho duvidosas e que não comunicam à Anatel em qual frequência a rede privativa irá funcionar, o que contraria as regras da agência governamental.

Para obter o retorno sobre o investimento e manter a resiliência da rede, sem o risco de ter a conexão interrompida pelo órgão do governo, é indicado trabalhar com integradores como conhecimento da tecnologia e casos de uso nas atividades em que a empresa contratante opera.