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Privacidade de Dados

O papel da conectividade na digitalização das operações do agronegócio

17/07/2026 por News Team

digitalização das operações do agronegócio

O agronegócio é, sem exagero, um dos principais motores da economia brasileira. Em 2025, o setor agropecuário cresceu 11,7% - o segundo melhor resultado da série histórica do IBGE, ficando atrás apenas de 2023 -, respondendo por aproximadamente um terço de toda a expansão do PIB do país no ano, segundo dados da CNA (Confederação Nacional da Agricultura) e do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, vinculado à Esalq/USP).

Com o PIB do agronegócio projetado em até R$ 3,79 trilhões, representando cerca de 29,4% do PIB nacional, o Brasil consolida sua posição como uma das maiores potências agrícolas do mundo, com mais de 28,6 milhões de pessoas empregadas em toda a cadeia produtiva (IBGE).

Mas manter essa liderança em um cenário global cada vez mais competitivo exige muito mais do que terra fértil e boas colheitas. Exige inteligência, velocidade e, sobretudo, conectividade na digitalização das operações do agronegócio. É justamente aqui que a tecnologia passa de diferencial a necessidade estratégica, e onde a infraestrutura de rede se torna tão fundamental quanto um trator ou um sistema de irrigação.

Um setor gigante que ainda enfrenta barreiras digitais

Apesar dos números impressionantes, o agronegócio brasileiro convive com um paradoxo: é tecnologicamente avançado em diversas frentes, mas ainda lida com lacunas críticas de conectividade, especialmente nas propriedades rurais situadas em regiões remotas ou de difícil acesso.

A adoção de IoT no campo cresce a um ritmo médio de 14,9% ao ano no Brasil desde 2020, segundo a consultoria MarketsandMarkets. Globalmente, o mercado de IoT na agricultura foi avaliado em US$ 28,63 bilhões em 2024 e deve alcançar US$ 62,72 bilhões até 2032 (Credence Research).

O campo está claramente em transformação digital acelerada, e a conectividade é o principal habilitador dessa revolução.

De acordo com a Associação ConectarAgro, mais de 20 milhões de hectares no Brasil já contam com alguma forma de cobertura digital, com concentração nas regiões produtoras de soja, milho e algodão. A expectativa é que, até 2030, praticamente todo o território agrícola nacional tenha acesso à internet de alta velocidade.

E estar ainda desconectado tem um preço, e ele é alto. Estimativas da Esalq/USP apontam que a ausência de conectividade digital pode gerar perdas de aproximadamente R$ 100 bilhões para o agronegócio brasileiro.

A pesquisa Caminhos da Tecnologia no Agronegócio, realizada pela KPMG em parceria com a SAE Brasil, mostra a dimensão do gargalo: apenas 15% dos produtores têm internet de alta qualidade em toda a propriedade, e 24% recebem sinal de qualidade somente na sede da fazenda, o que não é suficiente para conectar as máquinas em operação no campo.

O contraste com quem já opera conectado é direto: a conectividade em uma fazenda pode reduzir custos operacionais em até 15% e elevar produtividade e faturamento em até 25%.

E, no final, a propriedade sem conexão perde janela de decisão: descobre a quebra de uma máquina horas depois, aplica insumos sem dados de solo e vende sem visibilidade de mercado. O custo da desconexão não aparece em nenhuma fatura, mas se acumula safra após safra.

Para enfrentar esse desafio é preciso superar a falta de infraestrutura em zonas rurais isoladas, e soluções como Satélite Starlink, redes privativas 4G/5G e conectividade IoT são fundamentais para a digitalização das operações do agronegócio.

O que muda com a digitalização das operações do agronegócio?

Quando falamos em conectividade na digitalização das operações do agronegócio, estamos tratando de um conjunto amplo de transformações que afetam cada elo da cadeia produtiva. Não se trata apenas de "levar internet ao campo". É preciso oferecer condições para criar um ecossistema integrado em que dados gerados por sensores, máquinas, drones e sistemas de gestão se comunicam em tempo real, permitindo decisões mais rápidas, precisas e embasadas.

Na prática, essa digitalização se manifesta em três grandes dimensões:

1. Automação de processos

Tratores autônomos, sistemas de irrigação inteligente, ordenhadeiras robotizadas e colheitadeiras conectadas deixaram de ser ficção científica e integram o dia a dia de propriedades modernas. A automação reduz a dependência de mão de obra para tarefas repetitivas, minimiza erros operacionais e amplia a escala de produção sem perda de qualidade. Tudo isso, porém, só funciona com uma rede estável suportando essas inovações.

2. Gestão de dados em tempo real

Sensores de solo, estações meteorológicas, câmeras de monitoramento e plataformas de telemetria geram volumes imensos de dados a cada hora. Sem conectividade confiável para transmiti-los e processá-los, esses dados ficam presos no dispositivo ou chegam tarde demais para fazer diferença. Com a rede adequada, é possível monitorar pragas antes que se alastrem, ajustar a irrigação conforme a umidade do solo e acompanhar o desempenho de cada talhão com precisão de metros.

3. Eficiência operacional e redução de perdas

A visibilidade em tempo real sobre toda a operação, do campo ao armazém, do armazém ao transporte, permite identificar gargalos, evitar perdas pós-colheita e otimizar rotas logísticas. Segundo levantamento do Sistema Famasul com 1.200 produtores de Mato Grosso do Sul, publicado pela CNA, a adoção de tecnologias de agricultura de precisão pode elevar a produtividade em até 29%, com economia média de 23% no uso de insumos.

Sem conectividade, não há IoT no campo

Existe uma frase que resume bem o desafio: "Sem conectividade, você não tem internet das coisas." A afirmação é simples, mas suas implicações são profundas para um país com dimensões continentais como o Brasil.

Sensores de umidade, rastreadores de máquinas, câmeras de vigilância de propriedades, sistemas de controle de irrigação, todos esses dispositivos dependem de uma conexão estável para operar. Em uma fazenda no interior do Mato Grosso, no sertão baiano ou na Amazônia, conexão via fibra ótica é raridade. O sinal de celular, quando existe, pode ser instável e insuficiente para suportar o volume de dados gerado por uma operação agrícola moderna.

É por isso que a escolha da tecnologia de conectividade certa para um projeto de digitalização das operações do agronegócio faz toda a diferença. E é aqui que a Deutsche Telekom entra com um portfólio completo e desenhado exatamente para os desafios do agro brasileiro.

Como a Deutsche Telekom viabiliza a digitalização das operações do agronegócio

Fundada na Alemanha e presente em mais de 50 países, a Deutsche Telekom é a maior operadora de telecomunicações da Europa e a 11ª marca mais valiosa do mundo (Brand Finance, 2025), com 261,4 milhões de clientes e receita de € 115 bilhões.

Toda essa escala global chega ao Brasil com um portfólio de soluções de conectividade construído a partir das necessidades reais do mercado agropecuário, e estruturado em quatro pilares que habilitam a fazenda conectada do futuro.

Satélite Starlink: conectividade onde a fibra não chega

Para propriedades em áreas remotas, a solução de Satélite Starlink representa um salto de qualidade em relação às tecnologias tradicionais. Os satélites em órbita baixa operam a centenas de quilômetros da superfície terrestre, muito mais próximos do que os satélites geoestacionários convencionais, o que resulta em latência significativamente menor e velocidades de até 250 Mbps.

Os benefícios são diretos para o produtor rural:

• Cobertura em qualquer local, eliminando a principal limitação de infraestrutura do setor

• Baixa latência, com tempos de resposta comparáveis às conexões terrestres

• Alta confiabilidade: como as constelações Starlink são compostas por muitos satélites, a falha de um ou dois não afeta a continuidade do serviço

• Rápida ativação, sem necessidade de obras ou cabeamento, ideal para expansão em grandes áreas agrícolas

• Conectividade IoT em escala, suportando diversos dispositivos simultaneamente

Para o agronegócio, isso se traduz em casos de uso concretos: gestão remota de operações em fazendas de difícil acesso, treinamentos digitais para equipes no campo, monitoramento de plantações via sensores IoT, irrigação inteligente controlada remotamente e conectividade para equipes em operação a centenas de quilômetros da sede da empresa.

Oferecemos opções calibradas para diferentes realidades de operação: desde propriedades rurais que precisam de alta capacidade de transmissão para grandes volumes de dados até maquinários em movimento, como colheitadeiras e tratores, que exigem conectividade estável mesmo em deslocamento pelo campo.

Redes privativas 4G e 5G: a fazenda 4.0 com mobilidade total

Para propriedades que precisam de alta capacidade, baixa latência e mobilidade no campo, oferecemos serviços que vão entregar, com rede privativa nas instalações da fazenda:

• Cobertura em áreas sem sinal público: a rede privativa opera com outorga própria de Serviço Limitado Privado (SLP) junto à Anatel, levando sinal dedicado exatamente onde as redes comerciais não chegam

• Comunicação de máquinas, sensores e equipamentos com desempenho industrial

• Transferência rápida de dados com baixa latência, essencial para aplicações como automação de maquinário e comando remoto em tempo real

• Disponibilidade garantida de largura de banda para um grande número de dispositivos móveis simultâneos, sem concorrência com o tráfego de redes públicas: é a lógica de uma rede desenhada para operações que não podem parar

• Maior segurança: os dados da operação trafegam em infraestrutura dedicada, sob controle total da empresa, sem exposição à rede pública

• Autenticação via SIM card: apenas dispositivos com chips autorizados acessam a rede, criando uma camada nativa de controle de acesso muito mais robusta do que a de redes Wi-Fi convencionais

• Mobilidade absoluta no campo: tratores, drones, colheitadeiras e equipes se comunicam sem interrupção

No dia a dia das operações, essa rede oferecida pela Deutsche Telekom pode tomar formas desenhadas para a realidade rural. Um exemplo é a estação solar 4G: uma torre de 20 metros com rede 4G operando em 700 MHz, frequência que a Anatel aponta entre as mais aderentes ao agro pela capacidade de cobertura, backhaul via Starlink, 100 SIM cards para conectar máquinas e equipes, e autonomia de 24 horas sem sol, o que garante operação contínua mesmo sem rede elétrica no local.

Essa abordagem suporta a modernização tecnológica completa da operação agrícola, desde a automação de maquinários e sensoriamento até o controle de qualidade e gestão integrada de dados, dentro do conceito de Fazenda 4.0.

Conectividade IoT: do sensor ao sistema de gestão

Oferecemos abordagem de IoT ponta a ponta, que vai além da simples venda de SIM cards. A solução contempla todo o ecossistema: dispositivos (sensores de umidade, temperatura, pressão, acelerômetros, rastreadores), conectividade (NB-IoT, LTE, 5G, LoRaWAN, BLE, RFID), plataformas de processamento de dados (como Cloud of Things, Cumulocity, Azure IoT Hub, AWS IoT) e integração com sistemas corporativos como ERPs e CRMs.

O modelo de engajamento é diferenciado: adotamos uma abordagem consultiva e tailor made, que inclui análise técnica da propriedade, surveys de campo e testes.

Na prática, os casos de uso no agronegócio são amplos:

• Monitoramento em tempo real de plantações, solo e condições climáticas

• Controle de irrigação inteligente baseado em dados de umidade

• Rastreamento de maquinários e ativos

• Monitoramento de rebanhos com sensores de saúde animal

• Integração de dados ao ERP da fazenda para planejamento de insumos e colheita

MVNO e conectividade de maquinários: SIM cards para o campo

Para operações que precisam de conectividade em máquinas, veículos e equipamentos de precisão, atuamos como MVNO com foco em M2M (Machine-to-Machine). A solução inclui SIM cards convencionais, embedded SIM (eSIM/MFF2 UICC) e uma plataforma alemã de gestão global de conectividade, com suporte local no Brasil e know-how comprovado no maior mercado da América Latina.

Essa é a mesma tecnologia que conecta dezenas de milhares de veículos Volvo no território brasileiro, adaptando perfis de conectividade via OTA (over-the-air) para garantir operação local sem depender de roaming permanente.

No agronegócio, a mesma lógica se aplica: tratores de última geração, colheitadeiras conectadas e implementos inteligentes precisam de conectividade confiável para transmitir dados de telemetria, receber atualizações e se comunicar com a central de operações.

Agricultura digital exige segurança digital

Cada sensor, trator conectado e plataforma em nuvem que entra na operação amplia a produtividade, mas também amplia a superfície de ataque. E os números mostram que o risco deixou de ser teórico: o setor de alimentos e agricultura registrou 265 ataques de ransomware no mundo em 2025, alta em relação aos 212 de 2024, segundo relatório do Food and Ag-ISAC, organização sem fins lucrativos dedicada ao monitoramento de ameaças cibernéticas na cadeia agroalimentar O alerta não é novo: o FBI, em notificação conjunta com o Departamento de Agricultura dos EUA e a CISA, já advertia que criminosos programam ataques de ransomware para coincidir com os períodos de plantio e colheita, quando a pressão para pagar o resgate é máxima, e documentou seis cooperativas de grãos atacadas em uma única safra.

No campo, um incidente cibernético não se limita a travar computadores. A Sociedade Nacional de Agricultura alerta que um ataque pode comprometer sistemas de irrigação automatizada, interromper a cadeia de suprimentos e causar prejuízos milionários em operações de exportação, além de expor dados sensíveis de safras, estoques, contratos e finanças.

Por isso, segurança não pode ser um complemento tardio: precisa nascer junto com o projeto de conectividade. É essa a lógica por trás do nosso portfólio. As redes privativas mantêm os dados da operação em infraestrutura dedicada, com autenticação via SIM card que restringe o acesso a dispositivos autorizados.

A gestão de conectividade M2M permite monitorar e bloquear remotamente qualquer chip comprometido. E a abordagem consultiva inclui o desenho de arquiteturas seguras desde o survey de campo, para que a fazenda conectada seja também uma fazenda protegida.

A conectividade como vantagem competitiva

O campo já mudou. Produtores que adotaram soluções conectadas colhem resultados concretos: mais precisão no uso de insumos, o que reduz custos e impacto ambiental, menos perdas pós-colheita, maior rastreabilidade e conformidade com as exigências crescentes de mercados internacionais. A digitalização das operações agrícolas avança em ritmo acelerado, e quem sai na frente na adoção de conectividade constrói uma vantagem competitiva difícil de reverter.

A grande questão, portanto, não é se a conectividade faz diferença, isso já está provado. A questão é qual infraestrutura de conectividade é adequada para cada realidade, e como integrá-la de forma eficiente à operação existente.

E é exatamente essa a nossa proposta: não apenas vender conectividade, mas orquestrar toda a rede do cliente com maestria, assumindo a responsabilidade de ponta a ponta e atuando como parceiro estratégico de longo prazo.

Com equipes qualificadas em 38 países, apoiadas por 4 centros de competência SD-X globais, e uma metodologia de qualidade que já reduziu grandes incidentes em mais de 95% nas operações dos seus clientes, temos um grande diferencial para o agronegócio: a escala global de uma das maiores empresas de telecom do mundo combinada com o conhecimento local do mercado brasileiro.

O futuro do campo passa pela conectividade

O agronegócio brasileiro tem tudo para continuar crescendo e liderando. Tem terra, clima, conhecimento técnico e um setor privado dinâmico e inovador. O que faltava, em muitas propriedades, era a infraestrutura de conectividade que transforma dados em decisões e máquinas em sistemas inteligentes.

Com soluções como Satélite Starlink, redes privativas 4G e 5G, conectividade IoT ponta a ponta e plataformas de gestão de maquinários, o produtor rural tem a mesma infraestrutura de ponta que conecta as maiores empresas do mundo, adaptada, agora, para os desafios únicos do campo brasileiro.

A fazenda inteligente, produtiva e sustentável do futuro se constrói sobre um único fundamento: conectividade. Investir em infraestrutura de rede é o ponto de partida de qualquer estratégia séria de digitalização das operações do agronegócio.